Os pais superprotetores e a aprendizagem socioemocional

Os pais superprotetores e a aprendizagem socioemocional

A superproteção está formando adultos incapazes de enfrentarem a vida

O desejo de pais e mães é ver seus filhos felizes e realizados em todos os aspectos da vida. Em geral, sonhamos para nossos rebentos boas notas na escola, uma carreira de sucesso e que ninguém os machuque, seja física ou emocionalmente. Há um risco aí: alguns pais acabam por superproteger os filhos. São os chamados “pais helicópteros”, que estão sempre “sobrevoando” a vida dos filhos.

No livro “Como criar um adulto”, a escritora Julie Lythcott-Haims, da Universidade de Stanford, discorre sobre a proteção excessiva dos pais para com seus filhos. Ela notou que, nos últimos anos, muitos estudantes da universidade eram incapazes de cuidar de si mesmos. Por outro lado, os pais sempre estavam muito envolvidos na vida desses alunos, ligando várias vezes ao dia e intervindo a qualquer sinal de dificuldade.

Fracassar é importante

A violência urbana, o perigo que ronda a internet e o monitoramento possível graças ao celular agravam o comportamento dos pais helicóptero. Apesar das boas intenções, o que os responsáveis não conseguem enxergar é que essa atitude infantiliza os filhos, impedindo-os de amadurecer, de descobrir quem são e de como enfrentar o mundo sozinhos.

“Nós queremos muito ajudar guiando-os de ponto a ponto e protegendo-os do fracasso e da dor. Mas a superproteção causa danos, pode deixar jovens adultos sem habilidades, vontade e caráter necessários para enfrentar a vida”, escreve a autora. É fundamental que deixemos nossos filhos cometerem erros e passarem por dificuldades e desilusões, pois tudo isso garante que eles aprendam a lidar com a dor.

Para criar adultos saudáveis, pais e mães devem enfrentar os próprios medos. Quem desenvolveu domínios socioemocionais certamente terá mais sucesso na missão. Para Tania Fontolan, diretora-geral do Programa Semente, a aprendizagem socioemocional em sala de aula é um apoio essencial para os responsáveis e garante um ciclo de cidadãos emocionalmente maduros. “Nada ensina mais do que o bom exemplo”, lembra.

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2018-12-28T12:24:11+00:00 Semente na Escola|